Olho-te nos olhos e encontro a casa;
labaredas
infinitas, dois gatos e um verbo gasto, todos, no negro profundo do teu olhar.
Abraças-me porque te sirvo, a memória do meu corpo
pequeno por debaixo dos teus braços. Para lá da saudade ignoras que a nostalgia me mata
como dor aguda dentro do peito, eco profundo no interior do meu corpo.
Ainda assim, sinto-te a pele
e quase que o ar ganha a
brisa morna do outono.