648

Dia da Palavra inteira, dos homens-maiores que existem para lá da alma,
dia de dizer Obrigada a todos os que fizeram da solidão coisa escrita e através da Poesia nos fazem sentir um pouco menos à margem do mundo.

647

Ode aos que chegam com a neblina e partem ainda antes da Primavera.
Breve, um abraço tão breve como os dias mornos,
e o lugar da outrora chama permanece lentíssimo na certeza de ninguém.

644

Abandono a memória no limbo da noite: é para lá das imagens um dia erguidas - agora apenas sepultadas - que há paz.