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tenho um tremor de três dias nos pés.
pesa sobre os dedos e esmaga lentamente cada osso.
as unhas quebram-se na madeira envelhecida da casa,
como raízes de uma árvore já morta.
cheira a fel e mercúrio. o ar arde, chama lenta.
o meu sorriso é mortal arma com o qual disfarço a tristeza,
as mãos afogam-se em torno do pescoço,
pesam nas entranhas absurdas da alma.
jurei um dia esquecer todos os amores,
cravar debaixo da pele a palavra solidão.

abri a porta a um estranho que habita este espaço povoado de silêncios.
não deixei de estar só, apenas sinto a presença lúgubre de um corpo junto a mim. 

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palavras como espadas

(s)word

lâminas rombas,

pensamentos embainhados e letras de dois gumes.