255

o reflexo azul do cinzento do mar, segundo o castanho dos meus olhos

são pedro . 2009

254

sonhei uma casa chamada amor:





memórias futuras de um tempo que tarda em me chegar.

253

hoje amanheci salgada, com memórias que julgava esquecidas estampadas nos lençóis.

não sei se foi do fumo, ou da água, ou do desenho traçado sob a pesada faixa que me cobre a alma.
saí à rua - há muito que não saía à rua - e soube no sol o fogo que me queimou os dedos, desfeitos em cinza sobre o alcatrão.

senti o vento quente por entre o sexo; detive-me nua diante de uma multidão. era gente sem cara, gente luminosamente branca com reflexos de rio. gente mercúrio ou gente ferro. e eu nua. na rua. tão triste.