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é silêncio o final.

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sei-me cada vez menos nesta Arquitectura de régua e esquadro e tretas.
tenho as mãos atadas e a boca amordaçada.

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Quero tempo. Para pensar. Para escrever o que pensei, para pintar o que escrevi, para esculpir o que pintei, para fotografar o que esculpi. E perder-me indefinidamente na simultaneidade destas acções, para que me possa enfim encontrar no meu reflexo nelas, no reflexo delas em mim.

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"À mesa de um restaurante dois amigos debatem a situação social de um deles que diz paradoxalmente que se tornou banqueiro por que é anarquista politicamente. O absurdo da situação, a falta de teatralidade e o devaneio mental deste personagem, conduzem-nos perante um retrato de vida do qual a maior parte dos ouvintes conhece, ou por experiência própria ou por proximidade familiar. É a evolução clássica de um ponto da escala política, até ao seu oposto, no decorrer de uma vida, tão comum nos nossos políticos e porque não também em alguns dos mais conhecidos membros da nossa finança e economia. O desenrolar da história tem muitas semelhanças e reverberações com os reality shows actuais ou os programas confessionais onde se tece a biografia pessoal em termos mais ou menos fantasiosos." @

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O Banqueiro Anarquista, encenação João Garcia Miguel...perfeito


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"Se o espaço existe, deve existir algures. Onde? No espaço. E onde existe este espaço? Noutro espaço. Mas o espaço não pode existir assim, por si próprio. O espaço não pode ser a razão da sua própria existência. Isto só se pode aplicar ao Ser. Portanto o espaço não existe."

Fernando Pessoa, Textos Filosóficos II Vol., Edições Ática, 1994

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hoje o meu coração está de luto