chuva nas pedras e na pele,
longe a jornada.
neste lado do rio tudo é mais alto,
porventura mais brando,
certamente caiado do branco enegrecido pela falsa moral.
os espinhos colam-se à garganta.
água-benta escorre do telhado do celeiro
e ainda assim,
tão perto da madrugada,
atravessam a noite bestas mudas de ventre coberto por pedaços bolorentos de ananás.
um qualquer louco corta o silêncio com o seu riso,
tropeça nas escadas.
é nesse preciso instante que as 245 badaladas do relógio de cuco,
ecoam
nos
sais de prata
da
Sé
.