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sobre os reflexos e a maresia


sei desigualmente o sentido de todas as coisas, de nenhuma, talvez, entre o seio dependurado de uma varina de almas, até à garganta enferrujada do cacilheiro que nunca abandonou o cais.
sinto, demasiadas vezes, uma predisposição vertical para a inclinação pictórica do palato e, entre o silêncio de um sorriso e a transparência de um olho de cristal, desfaço-me em ponto-de-cruz sobre a abobadada existência espectral: no perfume das horas passadas, há-de prevalecer a trémula cadência da solidão e só assim, olhando de frente a esquina da sé, saberei a razão altiva para desconhecer, na sua essência, o sentido lato da própria existência.