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ao sangue empastado sob o castanho dos meus olhos


não acredito no amor, nem na natureza fulgurante das coisas impossíveis.
o meu peito lateja a dor de um sorriso, enquanto num rasto de proximidade de morte me lanço no escrutínio-sombra de uma história que não é minha.
depois, há esta necessidade de diametralmente oposto que me suga o corpo para o abismo: desfaço-me dos sonhos e dos ossos, nele não cabe mais do que o sal dos meus olhos.
e é assim, há luz de um dia quente de quase agosto, que me perco para sempre num manto de linho cru.
nada do que respiro tenho como meu, nem mesmo o alinhavado da memória sob a desfeita cavidade ocular.