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e depois, subitamente, desaparece-me o negro dos olhos e o peito abre-se num respirar profundo.
basta-me uma palavra tua, o breve lembrar do teu sorriso, a certeza do calor do teu corpo.
sobre a mesa de cabeceira, repousam a máquina fotográfica e um livro de al berto; é assim, à luz amarelada do candeeiro de tecto, que nos sei unidos, entre os contornos de um retrato a preto e branco e um silêncio de poesia. até que as minhas mãos se confundam no começar dos teus dedos, e a minha pele tome o cheiro da tua.
o meu coração é sorriso com a forma do teu rosto, meu amor, e a minha vida o eterno prolongar da tua.