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Relembro o sal na pele do marinheiro que atracou sobre o meu corpo. 
Raia o dia em negrume, disfarço a dor com mãos trémulas perscrutando o interior da carne.
Sei que os portos deixaram de assistir à tua chegada, as ondas escasseiam nos mares, recolhem a espuma, afastam-se. Não te chegou Veneza, o amor ou a solidão; tornaste-te náufrago de uma maldição chamada nostalgia. Partirás em breve, com a claridade fatídica da Primavera. Ninguém saberá que exististe.
Um dia, talvez, retomarei à praia das fotografias, cravarei o teu  nome na areia e, no tocar da água, também eu me esquecerei de ti.