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Dias de fel, a garganta acidifica a palavra nocturna:
Pai.
Estalam ossos, quebram-se as veias, inclino o corpo mole sobre a saudade.
Ousei um dia criar na memória o que não existiu, vestir o rosto de sorriso, a boca de histórias, as mãos de carinho; há tanta demência no recordar dos mortos.
Agora escondo-me por detrás do negro pano da razão. Finjo que o sentir não magoa, que não existem chagas no lugar do coração. 
Fecho-te em mim para que não me esqueças, percorro o interior dos ossos na esperança de um pedaço teu.
Ecoas.
Dissipas-te.
Faltas-me.