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amei-te como se fôssemos morrer no mesmo dia,
os nossos corpos extintos sob o brilho apagado das estrelas.
era uma história eterna: adornada de lírios, poesia, palavras doces que nos envolviam num abraço.


perco aos poucos o contorno do teu corpo,
olho para tudo aquilo que já não temos.
que fomos, mas já não temos.

o meu coração habita agora o fundo do rio.
coração, pai e peixes cobertos de água.

guardo-te dentro dos ossos. 



fora deles magoas-me demais.