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Cedo o meu lugar aos mortos.
Seria tão fácil renunciar ao cheiro sepulcral das magnólias, ao cantar das Tágides, à bruma infinita do deserto.
Um louco lambe-me as feridas. 
Com a língua fétida queima-me as veias; pedaços de pele morta presos aos lábios negros.
Recordo a alma violada, trespassada pelo ódio, quando me disseram tens de ser feliz.

Sangue seco cobre-me a vista.
A língua pendendo num fio, poisada junto ao peito.
O lugar do coração ecoando murmúrios que não entendo; que nunca soube entender.
Ter-me-ia bastado um beijo na testa, para acalmar o corpo.
Uma festa ao de leve nos cabelos.
Um sorriso.

Todas as coisas que já não sinto.

Que ardem e se extinguem ante mim.