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amo.te
e ao mesmo tempo - como é possível - estás tão longe de mim.

sei que partilhámos as imagens mais belas, as palavras mais puras, a sinceridade mais autêntica de quem não tem medo de dizer

estou tão só.

desculpa se tenho sonhos inocentes de menina. se preciso de acreditar no amor para sempre; de imaginar uma casa junto ao mar, com poesia nas paredes e ervas aromáticas à janela.

desculpa se achei que era contigo que podia ser assim, feliz.

no meio das lágrimas esquecemo-nos do sorriso.

da leveza.

do simples estar.

tudo o que de mais próximo tenho agora foste tu me mostraste, me ensinaste, me fizeste ver.
e, no entanto, já não sabemos estar juntos. 

o meu coração tem a forma do teu rosto, da tua pele mais macia, das tuas mãos delicadas, o teu nome todo dentro dele. mas isso não chega.

quero dizer-te:

não desistas de nós.

não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós. não desistas de nós.

tenho medo de te deixar sozinho. não te quero deixar sozinho. se pudesse, pegava-te ao colo, afastava-te os cabelos dos olhos, beijava-te a testa, as pálpebras, a ponta do nariz. se pudesse, emprestava-te um pedaço do meu coração para poderes sentir o que sinto. o meu coração inteiro, se o sentisses melhor.

não te quero deixar partir.
nem quero que este seja mais um texto de despedida, a juntar aos que já tens.
mas estamos tão longe um do outro. tão, tão longe um do outro.

eu amo.te. 

só quero que fique tudo bem.