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as minhas mãos vazias das tuas mãos, têm o peso do mundo
do coração ardente em chumbo
do amor esquecido
da saudade.

as minhas mãos vazias das tuas mãos, são chagas
feridas abertas maceradas rente ao peito.

sinto-te o calor do corpo. a indiferença nos gestos. a distância brutal que nos habita.
beijo-te o pescoço. gelam-se os lábios. não há mais sangue nas veias.

sobre a franja depositas um beijo que não sinto. o tempo passa. somos mudos. 
e até podia gritar, chorar, empurrar-te com força, cair: duvido que alguma coisa te faça ver que ainda estou aqui.