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há ferrugem no lado de dentro da alma
e no corpo o sal marcado pelo amplexo do mar
navego, sorrio, 
estendo os dedos para lá da rebentação das ondas,
flutuando sobre a inaudita transparência da morte.
penso o mundo a preto e branco,
cinza e fúchsia,
sombra picotada de um qualquer vulto igual a mim.
o meu tempo é anterior ao das palavras
mas nem a cega transcrição de um pôr-do-sol de agosto
me devolve a abreviada reminiscência do sentir.