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Foi na cidade que perdi pela primeira vez o canto, num antro de medo e solidão. Corri as paisagens deslavadas e loucas, marquei no alcatrão a leveza dos meus passos: são hábitos desfeitos a caminhada que obliquamente se atravessa num vislumbre de contra-luz. 
Sai da estrada, disseste. E eu disse sai da estrada, disseste. 
Sei que morri, morri no vaso oculto pelas flores e pelo tempo, mercúrio derramado nos contornos da paisagem. À camada vítrea do olhar cosi a minha última visão, mas era miragem: e a esfera escorregou na memória obtusa dos reflexos.