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regresso à 
caverna-mercúrio 
onde o corpo se faz ofício
e a alma não pesa 

onde o coração não arde
e a pele
intocável
se cobre de abrigos 
de lã-veneno

regresso ao promontório do meu silêncio
onde não há chaga 
nem chama
só a espectral solidão do medo

o peito calcifica como rocha milenar
aqui
onde recolho a ternura
para lá do esquecimento