Amar-te-ei para sempre:
digo-o em silêncio,
as palavras forçosamente mudas,
a mágoa vítrea instalada no fundo do olhar.
Amar-te-ei mesmo que nos esqueças,
que arranques do peito o que fomos,
a verdade e a mentira,
todas as coisas inventadas,
da flor da pele ao fundo dos ossos.
Amar-te-ei para poder beber
do mortal veneno
que é amar-te.