consagrei o corpo do homem,
ergui-lhe um altar de luxúria e esperança,
a cegueira desmedida do desejo,
oração repetida até à loucura:
p a r a s e m p r e p a r a s e m p r e p a r a s e m p r e n u n c a.
como em qualquer religião, vã e feita de mentiras,
renego a salvação universal,
purifico a alma e a memória,
faço danças apocalípticas da cintura para baixo
e,
como um cão danado,
apago as velas do leito sepulcral.