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Hão-de habitar o meu peito gaivotas de asas imensas,
a espuma das ondas,
cartas escritas à mão em papel amarelecido,
ramos de flores campestres
e uma casa construída para um grande amor.

Espero o tempo, ensaio um sorriso
e, mesmo que me falte a força, continuo a acreditar.


Depois anulo os sonhos, esqueço as palavras e retomo a velha certeza: