espaço.
tenho febre nas entranhas da alma. ferro,
fuligem,
fulminante-taciturno-entardecer.
vou falar-te de amor. espaço.
tempo.
espaço.
nada sei sobre o amor, para além da asfixiada maresia do teu
pranto.
lambo-te as feridas tardias, as crostas amarelecidas sobre a
pele.
tenho medo,
tens medo,
somos medo e este
esta
brisa-espaço.
alvejamos surdos, cegos, mudos no corredor da morte,
nas densas trincheiras do apocalipse consentido desta
democracia fictícia.
apaga o espaço.
a alma, essa convicção de tolos,
enche-me os calcanhares de nódoas-carmim.
não acredito em mais nada que
espaço
que
espaço
que
que
falha-me a memória
porra
espaço.