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Desconheço-te o nome: nos corpos untados de noite erguemos moradas secretas de ócio. O grito silenciado dos chacais rasgou-te a pele; três feras de olhos rubi contra a tenacidade adiada do esquecimento. 
O corpo mole dilui-se no manto espectral dos cultivadores da alba. Somos suspiro, ou desejo salgado escorrendo no fundo da garganta. 
Sento-me na orla do mundo: observo-te. 
Enojo-me. 
Amo-te. 
Odeio-te. 
Corto-te o pénis. 
Engulo-te o sémen. 
Amanhece. 
A branca garça bate as asas e morre um menino. Ainda assim, possuis-me as entranhas, o rubor da face recorda-me que, porventura, não morri. Esqueço-te o olhar e o sabor, o toque, o calor da pele. Por entre o pranto das ondas, os ossos transformam-se em areia. O alabastro da pele gela a seiva da saudade; submersos tingimos os seios expostos à respiração dúbia da memória. 
Fecho as janelas, 
cerro as pálpebras, 
esqueço o mundo.
Adio o teu nome até amanhã.