Hoje encontrei o teu sorriso em fotografias antigas, numa
pasta, perdida no computador, que diz Família.
Há três anos que não a abro. Às vezes passo por ela, mas faço de conta que não
existe porque sei que estás lá dentro.
A tua inexistência dói-me. A tua ausência permanente. A falta que me fazes está cravada em cada pedaço de mim. A falta que nos fazes a todos.
A tua inexistência dói-me. A tua ausência permanente. A falta que me fazes está cravada em cada pedaço de mim. A falta que nos fazes a todos.
Quero gritar-te que voltes. Que os braços estão abertos para
te receber.
Desculpa se hoje me sinto tão fraca, tão longe de ti.
Minha Irmã, minha querida Irmã que o tempo não apaga, guardo
o teu sorriso junto aos ossos, no interior da pele, na composição do sangue.
Guardo tudo o que és na memória, até ao dia em que o teu abraço reencontre o
meu e eu te possa devolver tudo aquilo que foste.