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regressar com a dimensão do mundo cravada na alma:
há um sentimento sem nome ao descobrir em mim própria a força necessária para esculpir a vida. como se as mãos tivessem o tamanho certo para aquilo que pretendo alcançar e o caminho para o conseguir fosse barro que se molda e toma a forma correcta. sem pressa, com a sabedoria de um oleiro sem tempo, dedicado ao seu ofício.
os sonhos já não me sufocam, não anseio que aconteçam aqui e agora; há uma calma maior na espera.
guardo o amor no coração como uma memória bela. já não choro por ele. reconheço a sua grandeza e fico feliz por ter acontecido.
escrevo o que sou na bainha da saia, nos braços nus, no corpo exposto a esta brisa que me parece tão morna.
tão leve.
tão imensamente perfeita.