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São salgadas as insónias que me humedecem o rosto num rasto brilhante de contra-luz. São metálicas pinceladas de alcatrão no peito, buraco que se escava cada vez mais fundo no tic-tac das horas prisioneiras do meu relógio de pulso
Questões e certezas, questões certezas e incertezas que me consomem os sentidos. Tenho cada vez mais dúvidas e o coração diluído em todas elas.
Penetro no passado e na noite, vergando os pensamentos entre um trago de whisky e um bafejar de cigarro forte, silêncio mortal de medo e melancolia. E nada me dá segurança para enfrentar a passagem das horas; nem o teu corpo. Betonei com ecos o amor verdadeiro e os ecos matam-me mais do que a noite de que sou prisioneira.
Preferia não saber. E como as minhas palavras não te chegam, será tarde demais o momento em que o saberás.