O meu amor é palavras de silêncio, é o espaço entre os corpos, é o vazio. O meu amor é dedos entrelaçados e festas no cabelo, beijos na testa e nos lábios e nas pálpebras. O meu amor é esquecer a solidão e querer construir uma casa de papel e nela esperar que o rosto se encha de rugas e as mãos se deformem na forma dos teus dedos. E é assim de mãos dadas querer morrer, a observar as estrelas sentados no banco de um jardim. O meu amor é assim, meu amor, simples demais para encher uma folha de papel.