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O silêncio instala-se sob os ossos. Das paredes saem espinhos novos onde me encosto e rasgo a pele. Sangue quente transforma-se em sal, ao encontrar o rasto de lágrimas esquecidas no rosto. Lambo as feridas como um animal moribundo, tento reconstruir o corpo magoado.
Levanto-me para cair, repetidamente. O coração, feito chaga, pede-me que pare. 
A memória falha, o tempo perde-se: será sempre demasiado tarde.