recordo um silêncio de rosas
espinhos na garganta
raízes perfurando a densidade do coração
talvez haja um lugar a que chamem mundo
que não este cemitério de sonhos
curral de almas
crematório tardio de loucos e bestas cegas
embrulho o que me resta num pedaço da tua pele seca
a viagem continua
homem-morto
mesmo
que
ignores
o
fim