Houve um tempo de
esporas, feras e esperas inebriadas,
lágrimas nos olhos de crianças feitas imundas estátuas de
pedra.
Houve um tempo de mágoa, luz cega na amplitude da saudade,
punhais nas gargantas pútridas das mulheres-peito-de-cabra.
Agora prolonga-se o silêncio, surgem sombras na branca
parede da casa.
Talvez o destino abdique da ironia, os Homens da lasciva
ganância
e esse tudo, a que chamam Deus, troque a soberania por um
café.