Conheci hoje uma paixão de trevas que se abateu sobre mim na noite que avança sombria.
Não nego a sede de solidão que sinto na alma,
Não nego a sede de solidão que sinto na alma,
mas cravo no corpo as unhas para que saiba que sim,
que existo.
Lentamente me movo de espaço em espaço e atravesso caminhos de estreita amargura.
Mas é só.
Mas é só.
Do lado de fora da porta entreaberta procuro resquícios da minha memória,
mas nada encontro e por isso me perco,
novamente,
na avermelhada luz de fim de dia.