onde a branca espuma se demora sobre o alabastro da pele,
onde o murmúrio da voz se prolonga em suspenso suspiro.
Aqui, onde os meus braços se precipitam no abraço do teu corpo,
onde os lábios cedem à sede da salgada saliva.
Silencio-me: o tempo separando-se do lugar das outrora coisas,
as paisagens levitando, lentíssimas, sobre o leito das um dia clareiras.
Haverá espasmo e espanto, a morada do peito como
lugar onde primitivas prímulas pernoitam.
Haverá corpo demoradamente esculpido nas noites húmidas,
amanhecer sereno de sol e salsugem.