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A tua boca como uma morada autêntica,
boreal,
manto tecido a veludo sobre os meus lábios demoradamente vermelhos.
Luz ténue à tona do rosto e a quente saliva inundando o interior da garganta.
O traço único do teu corpo revela-se lento na ponta dos dedos, da fibra dos músculos às células dos ossos,
da brisa leve da manhã à grandeza índigo do mar. 
Toquemo-nos mutuamente, do início ao final de cada dia, como se os sexos unidos fossem a casa que sempre sonhámos habitar.