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Acordei tarde. Poderia esperar pela hora certa da minha morte e lançar-me num repto substancialmente injusto de procura interior. Encontrar respostas. Embora, penso, sempre me tenham interessado muito mais as perguntas.
Cerro os estores, dispo a alma gasta e disponho os ossos em conjuntos de três sobre o branco do lençol de algodão. Suspenso, o coração bate lentamente o ritmo da minha vida. Embrulho-o cuidadosamente em papel pardo, preso com uma fina tira de ráfia. No espaço livre,

Frágil

Perigo! Material Tóxico.

Frágil,

e a morada do meu amor.

Talvez amanhã o dia nasça claro, a distribuição das nuvens rente ao azul do céu lembre uma qualquer forma identificável, disfarçada de presságio, e este verão tardio cesse a sua dolorosa existência.
Talvez amanhã possa ser cedo e eu não tenha medo de adormecer.