Acordei
tarde. Poderia esperar pela hora certa da minha morte e lançar-me num repto
substancialmente injusto de procura interior. Encontrar respostas. Embora,
penso, sempre me tenham interessado muito mais as perguntas.
Cerro
os estores, dispo a alma gasta e disponho os ossos em conjuntos de três sobre o
branco do lençol de algodão. Suspenso, o coração bate lentamente o ritmo da
minha vida. Embrulho-o cuidadosamente em papel pardo, preso com uma fina tira
de ráfia. No espaço livre,
Frágil,
e a
morada do meu amor.
Talvez
amanhã o dia nasça claro, a distribuição das nuvens rente ao azul do céu lembre
uma qualquer forma identificável, disfarçada de presságio, e este verão tardio
cesse a sua dolorosa existência.
Talvez
amanhã possa ser cedo e eu não tenha medo de adormecer.