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O contorno da mulher surge brando por entre a branca cortina,
o corpo da mulher longamente enegrecida, mulher brutalmente incompleta.
Verga e dança,
solta um lamento e suspira.

O sufoco habita a garganta e prende o mundo dentro dela,
a mulher é uma mulher que asfixia.
Às vezes também come e chora,
outras, medita sobre o passado e delira.

Encerra o tempo entre as mãos,
no coração o amor de uma vida.
É uma mulher terrivelmente densa,
profundamente vazia.