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adormeci: a noite escorre-me pelos dedos como uma doença cuja origem desconheço;
aceno à sombra translúcida do meu reflexo, alojada na vertical transcendência da vida;
ouço o mar e as trevas, escondo cicatrizes sulcadas nesta pele de que agora me desfaço;
a névoa, tão leve, de que sou feita, dispersa-me entre as reentrâncias da terra quebrada pelo sol;
sou fumo e alcatrão e pedaço de seiva, ou é nisso que acredito até ao próximo amanhecer.