era um homem que jorrava sangue dos olhos,
e dos ossos a branca luminescência das pálpebras.
era um homem matéria, densamente vertical,
um homem organismo vivo, estruturalmente vergado sobre o universo; era um homem que se tinha na consideração do próprio universo.
o mundo avançava apocalíptico sobre as trincheiras da morte, e a morte esperneava absorta no absurdo da própria vida: o homem-universo, cambaleante e moribundo, olhava as estrelas pela reentrância do seu umbigo, acreditando ser essa a total abrangência do sentir.