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Pessoas ausentes das outras pessoas. Ninguém se olha nos olhos quando se cruza nas ruas. Há uma indiferença que me irrequieta, que me faz temer pelo próprio Homem. Habituámo-nos a um alheamento brutal face à presença do outro, a um desviar de olhar mais forte do que a mão que não se dá. A compaixão é uma ausência de que já nem se sente a falta. Estranha-se o bom-dia e o obrigado, a espera genuína da resposta a um tudo bem?. Nada nos separa mais uns dos outros do que nós próprios. Há cada vez mais humanos e uma decrescente noção de humanidade.